Superação na III Corrida Vida

JOGADA

Em ritmo de confraternização, a terceira edição da Corrida Vida, aconteceu na manhã do domingo 18 de dezembro, reunindo mais de 3.500 competidores entre atletas, profissionais, amadores e paratletas. Com largada às 6h da manhã, o percurso, que teve início e fim na Praça das Flores, na Avenida Desembargador Moreira, marcou a última etapa do calendário urbano de corridas em Fortaleza em 2017.

A prova, organizada pelo Diário do Nordeste, foi distribuída em três categorias, com percursos de 3km, 6km e 12km. Segundo Fernando Elpídio, diretor geral do evento, todas as expectativas da organização foram superadas. “Nos primeiros anos, nós tivemos 2.800 inscritos, depois passamos para 3.000 e agora já superamos a casa dos 3.500. Então, o que vem se mostrando é que a última corrida do ano acaba sendo uma festa. Os atletas vêm para celebrar. São 52 provas ao longo de 2017 e eles usam essa para extravasar”, declarou.

A alegria também estava presente para os que assistiam a disputa. Acompanhada da filha de 5 anos, Barbara, a dona de casa Debora Lopes, 36 anos, conta que o momento é importante para o incentivo ao esporte. “Tem colegas nossos participando. A Barbara tem muita vontade de correr; se eu deixasse, ela já estava aí correndo. No futuro, ela vai participar”, destacou a mãe.

 Além da festividade, a Corrida Vida também é um momento em que os participantes ultrapassam limites e impõem novos desafios pessoais. Esse é o caso do Gesse Diogo, pernambucano de 36 anos que foi vítima da violência em 2005, quando perdeu parte do movimento dos membros inferiores devido a um disparo de arma de fogo em um assalto. Recém-chegado na Capital cearense, Gesse afirma que a corrida vai ajudar na recuperação. “É sempre uma autossuperação. Normalmente, só caminho 2km, e aqui é um percurso maior. Eu já tive uma grande melhora por causa das caminhadas, ajuda no processo de resistência também”, destacou.

JOGADA

Outro ponto que também se apresenta de forma desafiadora é a idade. Obstáculo esse também superado ao longo da corrida, como destaca Manoel Lourenço, que, aos 67 anos de idade, completou o percurso de 12km em 1 hora 3 minutos, sagrando-se campeão na modalidade acima dos 60. “Existem duas coisas nas corridas: muito treino e força de vontade. Estou muito feliz. Atividade física é saúde e, com essa idade, não é brincadeira não”, pontuou o aposentado.

Mesmo se tratando da última corrida profissional de 2017, os atletas presentes não mediram esforços para finalizar a temporada com chave de ouro. Na categoria ‘Masculino Geral 12km’, o título ficou com o cearense Rafael Almeida Silvestre, completando o percurso em 39 minutos e 44 segundos. Já no feminino, melhor para a paraibana Sandra Maria, que faturou a categoria ‘Feminino Geral 12km’ com um tempo de 50 minutos e 4 segundos. A atleta destacou o alto nível da corrida. “Só tenho que agradecer a Deus por cada dia porque não é fácil, estou com 47 anos e as meninas estão chegando. A corrida é tudo pra mim, você sai da limitação para as coisas boas. Não tem outro esporte tão gostoso como esse”, armou.

Na categoria específica para cadeirantes, quem faturou o prêmio foi o aposentado Glimário José, 30 anos. Com um tempo de 28 minutos e 27 segundos em um percurso de 6km, ele pontua que o importante não é a vitória, mas a possibilidade de estar participando. “Sempre é muito bom completar uma prova. A inclusão da Corrida Vida é muito boa porque abre espaço para outras corridas que não têm isso, modalidade para cadeirante. São poucas corridas aqui em Fortaleza que abrem esse espaço pra gente”, ressaltou.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE